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O uso de repelentes no verão, quais os tipos e por que usar

Com a proliferação do mosquito, aumentam os casos de doenças como dengue, zika e chikungunya. Veja como o uso de repelentes pode ajudar você a se prevenir.

28 de fevereiro de 2019 - Maxifarma

O calor e as chuvas fazem com que o verão seja a estação ideal para a proliferação dos mosquitos, incluindo o Aedes aegypti, que transmite os vírus da dengue, zika e chikungunya. Por isso, aumenta a necessidade do uso de repelentes nessa época do ano.

O risco de contrair essas doenças também existe no inverno, mas ele é mais acentuado nos meses mais quentes e úmidos, quando as condições do ambiente favorecem a eclosão dos ovos do mosquito.

Além disso, as picadas são mais comuns no verão porque há uma maior exposição a esses insetos, o que acontece devido a fatores como o uso de roupas de mangas curtas, a necessidade de abrir portas e janelas e a maior frequência da prática de atividades ao ar livre.

Dessa forma, os repelentes se tornam indispensáveis para aumentar a proteção individual. Afinal, além da vermelhidão e da coceira causadas pelas picadas de mosquito, as doenças transmitidas por esses insetos podem ter consequências graves.

Contudo, o uso de repelentes não é isento de riscos, pois eles podem causar alergia e intoxicação em populações mais sensíveis. Para minimizar esses problemas, é preciso conhecer os diferentes tipos desses produtos e suas indicações. Confira:

Repelente em loção ou spray: qual é melhor?

Os repelentes podem ser encontrados em diferentes apresentações, incluindo loção, spray e gel. Embora sejam igualmente eficientes, elas se adaptam melhor a diferentes situações:

  • Loção: é a apresentação mais indicada para o uso em crianças por oferecer menor risco de ingestão ou inalação acidental. A textura é apropriada para pele seca ou normal;
  • Spray e aerossol: permitem a cobertura de grandes áreas do corpo, são mais práticos para o uso na praia e durante a prática de atividades físicas e têm a aplicação mais fácil para pessoas com muitos pelos. São contraindicados para o uso em crianças;
  • Gel: de textura refrescante, costuma ser a apresentação preferida por pessoas que têm pele mista ou oleosa.

Além dessas apresentações, diversos óleos naturais são utilizados como repelente, muitas vezes em preparações caseiras. Contudo, como eles evaporam muito rapidamente, seu efeito é muito curto e a proteção contra o Aedes aegypti não é suficiente.

Composição química dos repelentes

Na hora de escolher seu repelente, você também deve levar em consideração o princípio ativo do produto. No Brasil, estão disponíveis repelentes à base de IR3535, DEET e icaridina, cada um com diferentes indicações e duração. Saiba mais sobre eles:

  • IR3535: em concentrações de até 20%, é o único que pode ser utilizado por crianças de 6 a 24 meses por ser menos tóxico. Porém, a duração do efeito é mais curta, de no máximo 4 horas;
  • DEET: é o princípio ativo mais utilizado nos repelentes brasileiros. Em concentrações de 6% a 9%, pode ser usado em crianças a partir de 2 anos e confere proteção de 4 a 6 horas. Em concentrações de 10% a 15%, é recomendado para adultos e faz efeito por 6 a 8 horas;
  • Icaridina: também chamada de picaridina, pode ser utilizada em concentrações de 10% (3 a 5 horas de proteção) e de 20% a 25% (8 a 10 horas de proteção). Essa é a substância mais eficiente contra o mosquito da dengue e também a menos tóxica, mas a oferta de repelentes com esse princípio ativo não é tão ampla no Brasil.

O rótulo dos repelentes costuma informar qual substância é utilizada em sua composição, assim como o público ao qual eles se destinam.

Uso de repelentes em crianças

Devido ao risco de irritação, alergia e intoxicação, as crianças menores não podem utilizar os mesmos repelentes que seus pais. Existem produtos específicos para o público infantil, os quais devem ser aplicados na frequência recomendada. Veja as indicações por faixa etária:

  • 0 a 6 meses: as crianças nessa fase não devem utilizar nenhum tipo de repelente, exceto se houver indicação do pediatra. Pode ser utilizado o óleo infantil para confundir os mosquitos ao mascarar o odor natural da transpiração do bebê, além de complementar a proteção com barreiras mecânicas;
  • 6 meses a 2 anos: pode ser feita uma aplicação ao dia com repelentes contendo IR3535 em concentrações de até 20%. O produto não deve ser aplicado na palma da mão;
  • 2 a 7 anos: além dos produtos com IR3535, podem ser utilizados repelentes com DEET de 6% a 9% e icaridina de 20% a 25%, com duas aplicações diárias. O produto deve ser aplicado por um adulto;
  • 7 a 12 anos: podem ser utilizados os mesmos repelentes indicados para a faixa anterior com uma aplicação a mais por dia, totalizando três aplicações, pois a criança está menos suscetível a irritações;
  • 12 anos ou mais: a partir dessa idade, é possível utilizar os mesmos repelentes que os adultos, dispensando-se as versões infantis. Entretanto, a frequência máxima de aplicação continua sendo de até três vezes ao dia para todas as pessoas com mais de 12 anos.

Uso de repelentes por idosos e mulheres grávidas

A dengue, a zika e a chikungunya podem afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas essas doenças oferecem ainda mais riscos para as gestantes e os idosos.

No caso das mulheres grávidas, o maior problema é a zika: embora essa doença seja assintomática em 75% dos pacientes e leve a óbito em raríssimas vezes, o vírus pode causar malformação cerebral no bebê, levando a microcefalia, aborto espontâneo e morte logo após o nascimento.

Já para os idosos, o risco aumentado se deve às condições e doenças pré-existentes, que podem ser agravadas pelos vírus. Com o organismo muito debilitado, esses pacientes podem ter mais dificuldade para se recuperar ou de sofrer complicações muito graves.

Dessa forma, é preciso reforçar a proteção contra os mosquitos. A boa notícia é que não há restrições quanto aos diferentes tipos de repelentes, pois gestantes e idosos podem utilizar os mesmos produtos que os demais adultos e crianças a partir dos 12 anos.

A proteção será mais eficiente se houver a associação entre o uso de repelentes e outras medidas de prevenção, como o uso de repelentes de tomada e de roupas de mangas compridas, além da eliminação dos focos do mosquito.

Fonte(s): G1SBPSBD-SPEBC e Proteste