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O papel do pai e a importância da figura masculina na criação dos filhos

As relações familiares atuais trouxeram mudanças ao papel do pai no desenvolvimento dos filhos, exigindo nova dinâmica entre figura masculina e feminina.

27 de agosto de 2019 - Nerdweb

No mês em que se comemora o Dia dos Pais, intensificam-se as discussões sobre a importância da figura masculina na criação dos filhos e sobre a adequação das atribuições paternas às necessidades do mundo atual.

Se antigamente a educação e os cuidados com as crianças eram exclusividade da mãe, o domínio das mulheres também no mercado de trabalho modificou o que se entende hoje como papel do pai, trazendo uma nova dinâmica às relações familiares.

O papel do pai nos primeiros meses do bebê

O vínculo entre a mãe e o bebê desenvolvido durante a gestação continua se fortalecendo nos primeiros meses depois do nascimento, especialmente devido à amamentação – tanto que é frequente os pais se sentirem excluídos dessa nova relação ou optarem por interferir o mínimo possível por insegurança nos cuidados com a criança.

Contudo, a figura masculina é imprescindível nesse período, inclusive para aliviar a sobrecarga física e emocional que as mães costumam enfrentar. 

Dessa forma, o papel do pai já começa durante a gravidez, incluindo o acompanhamento das consultas pré-natais, as conversas para esclarecer dúvidas sobre o parto com o obstetra e a preparação da casa para receber o bebê. Além disso, se for do desejo do casal, o pai pode ir além de assistir ao parto e dar o primeiro banho na criança, por exemplo.

a importância da figura masculina na criação dos filhos

Já em casa, em vez de “ajudar” ou “participar” dos cuidados com o bebê, é fundamental que o pai realmente assuma tarefas, como trocar fraldas, massagear a barriguinha da criança para aliviar as cólicas, ninar na hora de dormir etc. 

Enquanto o vínculo entre a mãe e o bebê é favorecido pela natureza, é preciso criar oportunidades para que isso também ocorra com o pai – e é por meio dessa interação e dos toques, dos sorrisos e do reconhecimento mútuo proporcionado por ela que o pai constrói o relacionamento com o filho.

Por isso, deve-se abrir espaço para que o vínculo se forme, o que depende tanto de o pai demonstrar interesse quanto de a mãe permitir que ele desenvolva sua própria maneira de lidar com a criança.

A importância da figura masculina na formação infantil

De acordo com a psicologia, a gestação e a amamentação fazem com que a mãe seja vista como a maior referência de segurança e conforto para o bebê, enquanto o pai causa uma ruptura nessa relação, representando as leis e as regras.

Essa ruptura, porém, não é algo ruim, mas sim necessário para a formação da criança, pois o contato com a figura masculina ajuda o bebê a compreender seus limites e a descobrir como se inserir na sociedade.

Entretanto, isso não quer dizer que o papel do pai não inclua proteger nem acalentar a criança: na verdade, quanto mais carinho houver nessa relação, mais o bebê entenderá que existem outras pessoas em que ele pode confiar além da mãe. 

Assim, ao perceber que o pai também é capaz de prover conforto, a criança se torna menos dependente da mãe, sentindo-se mais confiante para estabelecer novas relações com os demais membros da família, coleguinhas e professores.

Quando a figura masculina está ausente

Entre os diversos desafios trazidos pelas novas relações familiares, está o fato de que mãe e pai nem sempre criam os filhos na mesma casa – seja em função de um divórcio ou porque nunca houve um relacionamento entre o homem e a mulher.

Em ambos os casos, a participação do pai na assistência financeira e afetiva está assegurada por lei. Contudo, para que o papel do pai realmente seja exercido, é preciso ir além dos passeios quinzenais e garantir a presença paterna na criação como um todo, o que inclui assumir cuidados com a educação, a saúde e a formação dos valores dos filhos.

o papel do pai na criação dos filhos

Além disso, há situações em que o pai está realmente ausente, incluindo famílias cujo pai faleceu, homens que nunca reconheceram seus filhos e casais formados por mulheres, entre outros casos em que não há convívio da criança com seu progenitor.

Em tais arranjos familiares, é comum que as crianças encontrem outra figura masculina como modelo, como um tio, avô, padrinho, padrasto etc. Essa é uma relação saudável para o desenvolvimento emocional dos pequenos, mas é preciso que eles entendam qual é o vínculo dessa pessoa com a família.

Além disso, é importante esclarecer que as características ditas masculinas ou femininas são associadas a homens e mulheres por uma questão histórico-cultural, mas elas podem existir em todas as pessoas da mesma forma. Ou seja, o pai também pode oferecer carinho e conforto à criança, assim como a mãe pode transmitir valores como força e poder de realização.

Por isso, mesmo na ausência da figura masculina (ou feminina), é possível encontrar o equilíbrio entre acolher e estabelecer limites, indispensável na formação infantil – embora esta seja uma missão ainda mais desafiadora.

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Como sabemos, o papel do pai na criação dos filhos é de suma importância, cuide da sua família inteira com os produtos da Maxifarma!

Fonte(s): A Revista da Mulher, Revista Crescer, Pais e Filhos, M de Mulher