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7 mitos e verdades sobre o parto normal

Você sabia que o cordão umbilical enrolado no pescoço nem sempre requer uma cesárea? Descubra este e outros mitos e verdades sobre o parto normal.

18 de abril de 2018 - Maxifarma

As gestantes e as mulheres que querem engravidar sabem que não é fácil lidar com as informações duvidosas espalhadas pela internet quando o assunto é a forma como o bebê virá ao mundo. Por isso, nós preparamos uma lista com os principais mitos e verdades sobre o parto normal para ajudar você a se tranquilizar sobre este momento:

1. Sem dilatação, não há chances de ter um parto normal

Mito. A falta de dilatação está mais relacionada à falta de paciência para esperar as contrações do que a qualquer outro motivo. Em muitos casos, a suposta falta de dilatação acontece simplesmente porque a mulher ainda não estava em trabalho de parto verdadeiro, que costuma ocorrer entre a 38ª e a 40ª semana.

Outro motivo que leva a essa falsa impressão é um trabalho de parto muito recente, quando o colo do útero ainda não teve tempo suficiente para dilatar. Lembre-se de que o rompimento da bolsa nem sempre é sinal de entrar em trabalho de parto, então ainda pode ser necessário aguardar algumas horas para que a dilatação aconteça.

2. Mulheres com quadril estreito têm muita dificuldade em partos normais

Mito. Talvez este seja o mito mais famoso de todos, mas o tamanho do quadril não influencia a facilidade ou a dificuldade para ter um parto normal. O que realmente pode interferir nesse momento é o tamanho da bacia, que nem sempre acompanha as dimensões do quadril e só pode ser determinado a partir de alguns exames específicos.

Mesmo para mulheres com a bacia mais estreita, é bastante raro que haja uma desproporção entre o tamanho da passagem e a cabeça do bebê capaz de inviabilizar o parto normal.

3. Não é recomendável ter um parto normal depois de duas cesáreas

Verdade. Embora seja possível ter um parto normal depois uma cesárea (desde que haja um cuidado para preservar a cicatriz que já existe no útero), um histórico de duas ou mais cesáreas torna o parto vaginal desaconselhável.

Isso acontece porque o risco de ruptura do útero se torna muito elevado, pois as cicatrizes podem não resistir às contrações. Nesse caso, a recomendação mais segura é a repetição da cesárea.

4. A circular de cordão umbilical não impede o parto normal

Verdade. Cerca de 30% dos bebês têm o cordão umbilical enrolado em alguma parte do corpo e isso não é necessariamente motivo para trocar o parto normal por uma cesárea, pois na maior parte dos casos a circular é bastante frouxa.

Mesmo quando a circular está no pescoço do bebê, é importante lembrar que ele recebe oxigênio justamente por meio do cordão umbilical, sem que haja passagem de ar pelo nariz e a garganta, então ele não vai ficar sufocado.

Em casos muito raros, o que pode acontecer é o cordão umbilical ser curto demais, de forma que uma circular poderia inviabilizar a saída do bebê pelo canal vaginal. Esse problema pode ser percebido pela diminuição dos batimentos cardíacos do bebê durante o parto, fazendo da cesárea uma alternativa mais segura.

5. A episiotomia é obrigatória no parto normal

Mito. A episiotomia, que consiste em um corte no períneo com o objetivo de aumentar a largura da passagem do bebê no parto normal, é um dos maiores medos das mães na hora de dar à luz. Essa prática realmente foi uma regra no passado, porém ela foi posta em xeque a partir da década de 1970 e hoje a orientação é que ela deve ser feita apenas em caso de necessidade comprovada.

Dessa forma, a episiotomia só é indicada se o bebê estiver passando por algum sofrimento ou estiver sentado ou se a mãe correr o risco de ter uma laceração ou lesão mais grave em outros órgãos sem ela.

Portanto, não deixe de levantar esse assunto com o obstetra em suas consultas de pré-natal e comunique a equipe de profissionais no momento do parto. Saiba que também existem exercícios e massagens que você pode fazer nas últimas semanas de gestação para preparar o períneo e reduzir as chances de precisar de uma episiotomia.

6. O parto normal causa uma das piores dores que existem

Depende. Quando pensamos em mitos e verdades sobre parto normal, um questionamento comum que nos vem à mente é a dor que as mulheres sofrem neste momento. Não se pode negar que muitas mães relatam um sofrimento intenso e chegam a ficar traumatizadas, mas isso não é uma regra.

Na verdade, o nível de dor está relacionado à sensibilidade individual e de algumas variáveis durante o parto. Mulheres que optam pela anestesia, por exemplo, sentirão dores apenas no trajeto até o hospital. Já aquelas que passam por procedimentos desnecessários, como a aplicação intravenosa de ocitocina de rotina (“sorinho”), podem experimentar um sofrimento maior.

Ainda, é preciso considerar a questão psicológica e as alternativas naturais de alívio da dor. Mulheres deixadas sozinhas em uma maca, impedidas de se levantar durante o trabalho de parto, certamente sentirão mais dor do que aquelas que estão em um ambiente acolhedor, acompanhadas por pessoas de confiança, podendo se movimentar e com a possibilidade de escolher a posição do parto, receber uma massagem ou estar em contato com a água quente.

7. Parto normal é a melhor opção para a mãe e o bebê

Depende. Tanto o parto normal quanto o parto por cesárea são formas válidas de trazer um bebê ao mundo, e a escolha entre eles deve ser feita com base em aspectos clínicos e emocionais.

A cesárea pode ser sim a melhor opção de parto para mulheres que já passaram por cirurgia para retirar miomas uterinos, mães que já tiveram duas ou mais cesáreas e bebês que estão sentados ou atravessados. Nesses e em outros casos com risco para a gestante e o feto, o aspecto clínico indica que o parto por cesárea é a escolha mais segura, e nenhuma mãe deve se sentir culpada por isso.

Contudo, quando a gestação transcorre sem maiores problemas, o parto normal será a melhor opção. Algumas de suas vantagens são o estímulo ao desenvolvimento do sistema de defesa do bebê, menor risco de infecções e complicações para a mãe, recuperação mais rápida (incluindo a volta dos músculos uterinos e vaginais à sua posição normal) e um favorecimento para a descida do leite.

Além de tudo isso, as expectativas da mãe também precisam ser levadas em conta junto com os aspectos clínicos, e elas devem ser respeitadas o máximo possível. Por isso, vale a pena você estar por dentro desses mitos e verdades sobre o parto normal, permitindo que você possa discutir esse assunto abertamente com seu obstetra.

Fonte(s): Tão Feminino, Abril, GNT, Despertar do Parto e Vix