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A importância da hidratação no verão

Com as altas temperaturas, a transpiração aumenta e o organismo perde mais água, prejudicando a saúde. Conheça a importância da hidratação para seu corpo.

22 de fevereiro de 2019 - Maxifarma

Você já deve ter ouvido falar diversas vezes sobre como a água é fundamental para o organismo, pois ela é o principal componente do nosso corpo. Dessa forma, com o aumento da transpiração no verão, a importância da hidratação é ainda maior.

Responsável por 60% do peso dos homens e 50% do peso das mulheres, a água é o meio onde ocorrem todas as reações químicas do nosso metabolismo. Por isso, mesmo uma perda pequena de líquidos já pode trazer prejuízos.

Sem fazer nenhum esforço físico, perdemos de 2 a 2,5 litros de água por dia – e é por isso que normalmente se indica o consumo diário dessas quantidades. Contudo, em dias muito quentes, a necessidade de ingestão de água é maior.

Por que precisamos tomar mais água no verão?

A transpiração é responsável por cerca de 23% da água que eliminamos todos os dias, correspondendo à segunda maior fonte de perda de líquidos – a maior é a urina, responsável por 58%, enquanto a respiração leva 15%, e as fezes, 4%.

Para entender por que precisamos nos hidratar ainda mais no verão, é só lembrar que a função da transpiração é regular nossa temperatura corporal: quando o suor evapora da pele, a temperatura diminui.

Dessa forma, nos dias mais quentes, o corpo precisa trabalhar mais para manter sua temperatura em uma faixa saudável, o que acaba aumentando a transpiração e a perda de água. Em consequência, a necessidade de repor esse líquido também será maior.

Verão x atividades físicas

Outro fator que aumenta a quantidade de água necessária para manter o organismo hidratado é a prática de atividades físicas. Afinal, o trabalho dos músculos produz calor, que precisa ser eliminado pelo aumento da transpiração para que haja o controle da temperatura corporal.

Para você ter uma ideia, perdemos cerca de 50 ml de água quando estamos parados, mas esse valor aumenta quando estamos nos exercitando. Assim, em uma hora de atividade física, estimam-se as seguintes quantidades:

  • Caminhada ao ar livre: 500 ml;
  • Limpeza da casa: 700 ml;
  • Caminhada na esteira: 1.000 ml;
  • Natação: 1.200 ml;
  • Corrida ao ar livre: 1.300 ml.

E, como você pode imaginar, esse efeito é ainda mais acentuado no verão, quando a elevação da temperatura corporal causada pelo exercício se soma ao calor do ambiente, aumentando a transpiração. Em caso de atividade física intensa, a perda de água pode chegar a 6 litros.

Como o corpo reage à perda de água

A velocidade com que uma pessoa perde água varia conforme a intensidade do esforço físico no momento, a tendência individual a transpirar e a temperatura ambiente. Assim, estima-se que uma pessoa sobreviveria por no máximo quatro dias sem água no verão brasileiro.

O primeiro sinal de que seu corpo está sofrendo com a redução do volume de líquidos é uma sensação de sede aparentemente inofensiva. Porém, junto com a água, também perdemos sais minerais como sódio, potássio e magnésio, levando a um desequilíbrio eletrolítico.

Assim, quando essa perda é muito intensa ou se estende por longos períodos, as consequências podem ser bem mais graves. Veja quais são os efeitos da desidratação no organismo conforme a porcentagem de perda de água em relação ao peso corporal:

  • Até 1%: é o início da sede, sinal de que nosso organismo já está enfrentando uma perda de líquidos;
  • 2%: ocorre elevação da temperatura corporal e retenção de água pelos rins, deixando a urina mais escura. Para que você se empenhe em hidratar seu organismo o mais breve possível, o cérebro faz você sentir muita sede (como a sensação que temos depois de praticar uma atividade física intensa por uma hora em um local muito quente);
  • 4% a 5%: essa perda leva à interrupção da transpiração, pois não há mais água disponível para isso, fazendo com que o corpo se superaqueça. Também causa dor de cabeça e deixa a pessoa apática, com dificuldade para raciocinar e se concentrar;
  • 5% a 10%: a desidratação começa oficialmente com a perda de 5% do peso corporal em água e se manifesta por meio do ressecamento da pele e das mucosas, redução ou ausência da necessidade de urinar, tontura, febre e queda de pressão;
  • A partir de 10%: conforme a perda de água e eletrólitos aumenta, o cérebro não consegue mais se comunicar corretamente com o restante do corpo, as toxinas se acumulam pela interrupção da micção, os órgãos vitais se superaquecem e o volume do plasma sanguíneo diminui, podendo levar ao choque hipovolêmico e até mesmo a morte.

Como se manter bem hidratado no verão

Você precisa passar um bom tempo sem tomar água nenhuma para sofrer os sintomas mais graves, mas a desidratação crônica (durante vários dias) pode aumentar o risco de desenvolver problemas de pele, prisão de ventre, colesterol alto e diabetes.

Por isso, é essencial adotar algumas medidas para manter o organismo bem hidratado, especialmente no verão, por exemplo:

  • Mantenha uma garrafa de água perto de você, seja na mesa do trabalho, na bolsa ou no carro;
  • A água pura é a melhor opção, mas você pode complementá-la com água de coco, sucos e chás, sempre nas versões naturais e sem açúcar;
  • Se você não consegue tomar muita água, incremente-a com rodelas de limão, laranja e gengibre ou com folhas de hortelã para dar mais sabor;
  • Escolha frutas ricas em água para a hora do lanche, como abacaxi, melancia, melão e laranja.

Agora que você conhece a importância da hidratação no verão, certifique-se de tomar água suficiente todos os dias e incentive crianças e idosos a fazer isso também, pois eles sentem menos sede que os adultos jovens e estão mais sujeitos a sofrer pela perda de líquido.

Fonte(s): Bem EstarSuper Interessante [1] e [2]Wanderlei Oliveira e BBC