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5 mulheres incríveis que mudaram o mundo

Confira a trajetória de algumas personalidades que, com sua luta e dedicação, romperam barreiras e ajudaram a tornar o mundo um lugar melhor.

14 de março de 2019 - Maxifarma

O Dia das Mulheres é celebrado internacionalmente em 8 de março, mas todo dia é uma ocasião oportuna para celebrar a conquista e grandes mulheres que, com sua luta e dedicação, mudaram o mundo.

Elas têm impacto em todas as áreas do conhecimento: na literatura, nas ciências, na saúde, na política e na tecnologia e onde mais for possível. O trabalho realizado por elas certamente atravessará gerações e elas serão tidas como grandes referências da humanidade por terem contribuído de forma ímpar para as conquistas atuais.

Para que essas conquistas não caiam no esquecimento, listamos aqui 5 entre as muitas grandes mulheres que mudaram o mundo. Vale a pena conhecer um pouco mais sobre essas personalidades incríveis.

1. Marie Curie

A cientista polonesa Marie Curie é talvez uma das personalidades femininas mais lembradas quando se fala em mulheres que mudaram o mundo. Ela foi uma das pioneiras no ramo da radioatividade e seu trabalho lhe rendeu, por duas vezes, o Prêmio Nobel (nas áreas de Física, em 1903, e Química, em 1911).

®Revista Galileu

Além da chamada “teoria da radioatividade”, ela foi responsável pela descoberta de dois elementos químicos: o polônio e o rádio. Ela conduziu trabalhos de pesquisas relacionados a isótopos radioativos e fundou importantes institutos de pesquisa nas cidades de Paris, na França, e em Varsóvia, na Polônia.

A sua dedicação às pesquisas acabou lhe custando a vida: a contínua exposição à radiação em seus laboratórios fez com que ela desenvolvesse uma leucemia. Ela morreu aos 66 anos, em 1934, em um sanatório em Sancellemoz, na França.

2. Anne Frank

Anne Frank foi uma das personalidades mais debatidas do século XX. Alemã de origem judaica, ela foi uma das vítimas do Holocausto, tendo sido submetida aos campos de concentração nazistas. Morta aos 15 anos de idade, deixou um legado de valor inestimável: o Diário de Anne Frank.

®Super Interessante

O que era para ser apenas uma forma particular da jovem expressar os seus sentimentos com relação aos horrores da guerra, se transformou após a sua morte em um dos documentos mais traduzidos em todo o mundo. Uma adaptação da sua obra para o teatro rendeu um Prêmio Pullitzer enquanto outra adaptação para o cinema venceu três Oscar.

Além da força implacável da história contada por Annie, críticos literários também elogiaram a qualidade de escrita da jovem. Annie Frank é hoje vista como um símbolo universal contra a intolerância, tendo recebido homenagens póstumas em dezenas de países.

3. Hedy Lamarr

Se hoje você recebe informações em seu celular via WiFi ou Bluetooth, uma entre as muitas pessoas a quem você deveria agradecer é à austríaca Hedy Lamarr. Nascida em 1914, ela se tornou um dos ícones de beleza do cinema europeu nos anos 30, tendo se destacado no filme tcheco Êxtase.

®Science News

Posteriormente ela se mudou para os Estados Unidos e acabou tendo uma carreira sólida como atriz em Hollywood nos anos 30 e 40. Porém, o cinema não era o seu único trabalho. Inventora, criou um sofisticado aparelho de interferência em rádio visando despistar radares nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Submetido ao Departamento de Guerra dos EUA, o projeto só viria a ser executado em 1962. Sua invenção foi a base para modernas tecnologias de comunicação, como a COFDM, usada em conexões Wi-Fi e em smartphones. Muitos historiadores, inclusive, a consideram como “a mãe do telefone celular”.

4. Rosalind Franklin

A química britânica Rosalind Franklin tem o seu nome gravado em diversas páginas da história da ciência. Ela é reconhecida por suas contribuições para o entendimento das estruturas do DNA, do carvão, do grafite e dos vírus. Boa parte desse reconhecimento, entretanto, veio apenas após a sua morte.

®The Jackson Library

Ela faleceu aos 37 anos, vítima de câncer de ovário, mas seu trabalho com imagens na difração de raios-X do DNA levou à posterior descoberta da dupla hélice do DNA. Infelizmente, ela faleceu quatro anos antes de James Watson, Francis Crick e Maurice Wilkins terem recebido um Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1962, justamente por essa descoberta. Como o Nobel não faz indicações póstumas, Rosalind, infelizmente não recebeu a honraria.

Outro projeto pioneiro conduzido por ela teve relação com as estruturas moleculares dos vírus. Novamente, membros da sua equipe – nesse caso, o químico lituano Aaron Klug – deram continuidade ao seu trabalho, o que resultou no Prêmio Nobel de Química em 1982 ao seu colega.

5. Wilma Rudolph

A atleta norte-americana Wilma Rudolph é mais um daqueles exemplos de superação. Portadora de poliomielite na infância, ela se tornou velocista e conquistou três medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960. Nascida em 1940, no estado do Tennessee, ela só começou andar normalmente aos 12 anos.

®ESPN

Wilma se tornou uma celebridade após o seu feito os resultados chamaram a atenção da sociedade, e especialmente do governo norte-americano, para os esforços necessários na erradicação dessa doença. Após encerrar a carreira, ela se tornou treinadora de atletismo e comentarista esportiva.

Ela também se envolveu em causas sociais, tornando-se um dos ícones da defesa pelos direitos civis e das mulheres. Foi adicionada ao Hall da Fama dos Atletas dos Estados Unidos em 1983 e faleceu aos 54 anos, em 1994, em decorrência de um câncer no cérebro.