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Qual a diferença entre medicamentos tarja vermelha e tarja preta?

O médico passou um medicamento tarja preta e você ficou assustado? Entenda qual é a diferença entre ele e os medicamentos tarja vermelha

07 de fevereiro de 2018 - Maxifarma

Quando recebemos a prescrição de um medicamento tarja preta, muitas pessoas se assustam porque associam esses remédios com doenças muito graves. Porém, antes de ficar tão preocupado, é necessário conhecer a diferença entre medicamentos tarja vermelha e tarja preta.

Você já deve ter reparado que muitas embalagens de remédio apresentam uma faixa nessas cores e trazem avisos sobre a necessidade de retenção da prescrição médica ou sobre uma possível dependência. Outras embalagens, por sua vez, não apresentam nenhuma faixa ou então vêm com uma tarja amarela.

Esse é um assunto que pode causar confusão, por isso nós preparamos este artigo explicando o que cada uma dessas características significa. Acompanhe:

Medicamentos sem tarja

Os remédios cuja embalagem não apresenta tarja vermelha nem preta são os chamados “medicamentos isentos de prescrição”, o que significa que eles são considerados de venda livre e que você não precisa de uma receita médica para poder comprá-los.

Esses medicamentos são utilizados para tratar sintomas comuns ou problemas sem muita gravidade. Alguns exemplos são os antiácidos, anti-inflamatórios simples (exemplos: paracetamol, ibuprofeno, naproxeno), anti-histamínicos, antissépticos  para a pele, enzimas digestivas, expectorantes, laxantes e relaxantes musculares.

Os medicamentos sem tarja não requerem prescrição médica porque não apresentam efeitos colaterais graves nem contraindicações perigosas – desde que eles sejam utilizados da forma correta.

Por isso, o auxílio do farmacêutico continua sendo imprescindível para orientar o paciente em relação a qual medicamento escolher, os horários mais adequados para tomá-lo e por quanto tempo deve-se manter o tratamento.

Medicamentos com tarja vermelha

Quando a embalagem de um medicamento apresenta uma faixa vermelha, ele sempre será acompanhado pelo aviso “Venda sob prescrição médica”. Isso significa que é necessário se consultar com o médico ou o dentista e apresentar a receita devidamente assinada e carimbada para poder adquirir esse remédio.

Diferente dos medicamentos sem tarja, os medicamentos com tarja vermelha apresentam mais efeitos colaterais e contraindicações, que também podem ser mais perigosos em caso de uso incorreto. Alguns exemplos são medicamentos anticoncepcionais, anti-inflamatórios complexos e hipertensão.

Medicamentos de tarja vermelha com retenção da receita

Entre os medicamentos de tarja vermelha, existem alguns que vêm com o aviso “Venda sob prescrição médica. Só pode ser vendido com retenção de receita”. Ou seja, é necessário que a farmácia recolha a receita, que deve ter um modelo especial e ser da cor branca. Esses são os chamados “medicamentos controlados”, que incluem antibióticos e psicotrópicos – remédios que demandam cuidados especiais.

Quando um paciente faz uso de um antibiótico sem necessidade ou pelo tempo incorreto, ele está causando mais mal do que bem para seu organismo e para o meio ambiente. Isso porque o uso indiscriminado de antibióticos acaba contribuindo para o surgimento de bactérias resistentes, que não vão mais responder ao tratamento quando houver uma verdadeira infecção. Dessa forma, esses remédios só podem ser vendidos se forem devidamente prescritos pelo médico, e a receita só poderá ser utilizada uma vez, já que ficará retida na farmácia.

Outro exemplo de medicamento controlado são os psicotrópicos, ou seja, substâncias que atuam em nosso cérebro e alteram nosso psiquismo. Alguns exemplos são os medicamentos antidepressivos e os estabilizadores de humor. O uso inadequado desses medicamentos pode causar dependência ou efeitos colaterais bastante graves, por isso existe um controle maior na sua comercialização.

Medicamentos de tarja preta

A diferença entre medicamentos tarja vermelha e tarja preta está na gravidade de seus efeitos colaterais e das contraindicações. Esses remédios também são psicotrópicos, mas eles apresentam um grande poder de atuação no sistema nervoso central, seja como estimulante ou sedativo (tecnicamente chamado de “depressor”).

Quando o uso desses medicamentos não é feito de acordo com as orientações do médico, o paciente pode se tornar dependente e precisar de doses cada vez maiores para obter o efeito desejado.

Contudo, esse é um ciclo muito perigoso. O abuso de medicamentos estimulantes (como as anfetaminas e os medicamentos para transtorno do déficit de atenção e hiperatividade), o paciente pode apresentar quadros de ansiedade, irritabilidade, taquicardia e outros problemas cardíacos. Já o abuso dos sedativos (como os calmantes e os remédios para dormir) pode levar a um infarto ou a uma parada cardíaca, causando a morte do paciente.

Medicamentos de tarja amarela

A tarja amarela, diferente da vermelha e da preta, não diz respeito aos efeitos colaterais, às contraindicações e ao risco de dependência. Em vez disso, ela indica que o produto em questão se trata de um medicamento genérico. Esses remédios têm o mesmo princípio ativo e eficácia dos chamados “medicamentos de referência”, mas são produzidos por laboratórios diferentes depois que a patente expira.

Dessa forma, um medicamento genérico isento de prescrição médica terá apenas a tarja amarela, enquanto aqueles que precisam de receita terão tarja vermelha ou preta conforme os critérios apresentados anteriormente. Esse é o único tipo de remédio que pode apresentar duas tarjas.

Agora que você já sabe qual é a diferença entre medicamentos tarja vermelha e tarja preta, fica ainda mais clara a necessidade de sempre ter o acompanhamento do médico e do farmacêutico para usufruir os benefícios de forma segura e responsável. Você não precisa ter medo de um remédio de tarja preta, mas sim seguir todas as orientações.

Fonte(s): Hipolabor, Drogarias Brasil, Guia da Farmácia e Farmaceutico Digital