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9 cuidados que você deve ter ao armazenar e guardar medicamentos em casa

Guardar remédios no banheiro é comum, mas pode prejudicar seu tratamento. Veja alguns cuidados para guardar medicamentos em casa da forma correta.

22 de agosto de 2018 - Maxifarma

Ter uma “farmacinha” com os remédios de uso habitual pode ser muito prático, mas é preciso seguir alguns cuidados para guardar medicamentos em casa. Armazená-los de forma incorreta pode causar alterações nos produtos, prejudicar o tratamento ou mesmo provocar acidentes. Veja como fazer isso com segurança:

1. Mantenha os medicamentos longe do alcance de crianças e animais domésticos

O que diferencia um remédio de um veneno é a dose – e, dependendo do medicamento, pode ser muito fácil que uma criança ou um animal de estimação consumam uma dose acima do limite de segurança e sofram efeitos indesejáveis.

Por isso, todos os medicamentos devem ser mantidos em prateleiras mais altas e fechadas, de forma que os pequenos e os animais não tenham acesso a eles. Não se esqueça de tomar os mesmos cuidados com os medicamentos utilizados pela criança: embora pareça mais prático deixá-los à mão, essa prática pode causar acidentes.

2. Não guarde os medicamentos no banheiro nem na cozinha

Os medicamentos podem sofrer alterações em suas características físicas e químicas (cor, sabor, consistência, solubilidade etc.) ao ser expostos à umidade e ao calor, o que também pode significar um prejuízo ao tratamento.

Dessa forma, não é aconselhável mantê-los no armário da cozinha ou do banheiro, pois esses ambientes são mais propensos a acelerar sua degradação – especialmente se eles ficarem próximos ao fogão ou exposto às gotas de água que condensam durante o banho.

Para evitar esse problema, procure guardar seus medicamentos em cômodos cujas condições sejam mais estáveis, como o quarto ou a sala.

3. Proteja os medicamentos da luz

Outro fator que leva à degradação do medicamento e pode prejudicar seu efeito é a luz, que é capaz de quebrar algumas moléculas e transformá-las em outras substâncias. Por isso, o correto é sempre mantê-los em armários fechados, livres da incidência dos raios solares.

Além disso, sempre guarde os remédios suas embalagens originais, já que aqueles que são mais sensíveis à luminosidade vêm em frascos e blisters escuros, oferecendo uma proteção a mais além da caixinha.

4. Não guarde medicamentos junto com outros produtos

O ideal é que xaropes, comprimidos e outras formas farmacêuticas sejam armazenados em um local exclusivo para eles, de modo que eles não se misturem com cosméticos, alimentos ou produtos de limpeza.

Ao fazer essa separação, fica mais fácil saber quais medicamentos você realmente tem em casa e ainda diminui o risco de confundir os remédios, o que representa um perigo enorme principalmente para os idosos.

5. Mantenha os medicamentos em suas embalagens originais

Além de toda a pesquisa para desenvolver um medicamento, os fabricantes também estudam qual é a melhor forma de conservá-lo antes de elaborar a embalagem. Dessa forma, manter os remédios em seus frascos, blisters, caixinhas, tubos etc. é fundamental para protegê-los de fatores como luz, calor e umidade.

Mais do que isso, tirar os medicamentos de suas embalagens é um hábito que traz grandes riscos, pois eles são muito parecidos entre si e podem ser facilmente misturados e confundidos – basta reparar em quantos comprimidos de cor branca você tem em casa!

Outro motivo para manter os remédios em suas embalagens originais é que, muitas vezes, é nelas que está registrada a data de validade dos produtos.

6. Limpe sua “farmacinha” periodicamente e verifique os prazos de validade

A caixa onde você guarda seus medicamentos deve passar por limpezas periódicas para evitar o acúmulo de poeira e outros tipos de sujeira. Observe se as embalagens permanecem íntegras e sem sinais da ação de insetos.

Aproveite a limpeza para verificar se há algum medicamento fora do prazo de validade. Em caso positivo, ele deve ser levado até uma farmácia ou posto de coleta para que seja feito o descarte. Não jogue medicamentos no lixo comum.

7. Guarde a bula dentro da embalagem original

A bula é o documento que contém todas as informações sobre os ingredientes do medicamento, a dose, as indicações, a forma de utilizá-lo, os efeitos adversos que podem acontecer e as situações em que ele não deve ser consumido.

Por isso, ela deve ser mantida junto com o medicamento, dentro da embalagem original. Porém, vale o alerta: a bula não deve ser utilizada para a automedicação, mas sim para esclarecer eventuais dúvidas com auxílio do médico ou do farmacêutico.

8. Atente-se aos medicamentos que devem ser guardados na geladeira

Algumas pessoas têm o costume de guardar todos os medicamentos na geladeira, mas isso não é necessário e pode até mesmo comprometer alguns remédios, pois, em geral, recomenda-se armazená-los entre 15 a 25 graus.

Contudo, existem alguns medicamentos que realmente precisam ficar em um ambiente refrigerado, como as insulinas. Nesse caso, eles devem ser transportados da farmácia até em casa dentro de um recipiente térmico, como uma caixa de isopor com gelo reutilizável.

Lembre-se de que a geladeira tem diferentes temperaturas em seu interior. Como as prateleiras superiores são mais frias, elas são o melhor local para guardar esses medicamentos. Evite colocá-los na porta, pois ali a temperatura é mais inconstante.

Além disso, os remédios não devem ser colocados no freezer nem muito próximo dos fundos da geladeira, evitando o congelamento.

9. Separe medicamentos em uso dos medicamentos suspensos

Se você ou outra pessoa da sua família está fazendo um tratamento, recomenda-se separar os medicamentos de uso constante daqueles que não estão sendo consumidos neste momento. Esta é uma prática que facilita o dia a dia da pessoa e evita a confusão entre os remédios – especialmente no caso dos idosos.

Mesmo seguindo todos os cuidados para guardar medicamentos em casa e conservar suas propriedades, lembre-se de que a automedicação é uma prática que traz muito mais prejuízos do que benefícios. Antes de tomar um remédio, sempre consulte o médico ou o farmacêutico.

Fonte(s): Pfizer