Farmácia Maxifarma

Como prevenir o câncer de mama?

Alimentação equilibrada, exercícios físicos, medicamentos especiais e cirurgias profiláticas: saiba mais sobre as formas de como prevenir o câncer de mama.

16 de outubro de 2018 - Maxifarma

Estamos no Outubro Rosa, por isso não poderíamos deixar de falar sobre como prevenir o câncer de mama, o segundo tumor maligno mais frequente entre as brasileiras – atrás somente do câncer de pele não melanoma.

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa para 2018 é de quase 60 mil novos casos da doença e mais de 14 mil mortes causadas por ela.

Infelizmente, não é possível eliminar todos os fatores de risco do câncer de mama, pois alguns deles são genéticos. Contudo, boa parte das causas dessa neoplasia pode ser evitada, de modo que a adoção de alguns cuidados ajuda a prevenir a doença. Conheça os principais:

1. Seguir uma alimentação saudável

A obesidade é um dos fatores que aumentam o risco do câncer de mama, por isso é fundamental adotar uma dieta saudável, dando prioridade a verduras, legumes, frutas, cereais integrais, aves e peixes.

Além disso, existem alguns alimentos que contêm substâncias cancerígenas e devem ser evitados. A lista inclui embutidos (salame, salsicha, linguiça, mortadela etc.), carnes defumadas, processadas, curadas ou salgadas (carne de sol, charque etc.), enlatados e alimentos industrializados em geral.

2. Praticar atividades físicas

Os exercícios são um importante fator de proteção contra o câncer de mama: praticar 30 minutos de atividade aeróbica pelo menos três vezes por semana reduz o risco em aproximadamente 30%.

Embora ainda não se tenha certeza sobre como a atividade física exerce esse efeito, as pesquisas indicam que ele se dá pelo trabalho exigido dos músculos, que reduz as taxas de insulina e de substâncias liberadas pelo tecido adiposo que poderiam estimular o crescimento de um tumor.

3. Evitar o consumo de álcool

O consumo de bebidas alcoólicas está relacionado a mais de 200 doenças, como problemas cardiovasculares, hepáticos e diversos tipos de câncer, incluindo o câncer de mama – e não existem limites totalmente seguros para a ingestão de álcool.

Segundo o INCA, 2% a 4% das mortes por câncer tiveram origem no alcoolismo, um risco que aumenta ainda mais quando a bebida está associada ao tabagismo. As chances aumentam conforme a frequência e a intensidade do consumo, mas o ideal mesmo é evitar o álcool ao máximo.

4. Ficar longe do cigarro

Embora seja mais conhecido por causar o câncer de pulmão, o tabagismo é responsável por 30% de todos os tumores malignos, incluindo o câncer de mama.

Contendo quase 250 substâncias tóxicas, das quais 50 são consideradas cancerígenas, o cigarro é a principal causa de morte evitável no mundo todo de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Dessa forma, não fumar ou deixar de fumar são medidas importantes para a prevenção de diversos tipos de neoplasia e outras doenças.

5. Buscar orientação sobre medicamentos preventivos

Mulheres que apresentam risco elevado de desenvolver câncer de mama podem encontrar benefícios na chamada quimioprevenção, um tratamento profilático que utiliza medicamentos como tamoxifeno e o raloxifeno.

Contudo, esses medicamentos apresentam efeitos adversos, incluindo sintomas da menopausa (ondas de calor, sudorese noturna, ressecamento vaginal e irregularidade nos ciclos menstruais), uma maior probabilidade de formação de coágulos sanguíneos (que podem levar a uma trombose ou embolia pulmonar) e risco aumentado para o câncer de útero.

Além disso, está em pesquisa o uso de medicamentos que diminuem os níveis de estrogênio (os chamados inibidores de aromatase) como forma de prevenir o câncer de mama. Porém, eles também causam efeitos adversos, por exemplo: sintomas da menopausa, dores musculares e articulares bastante intensas, aumento do desgaste ósseo (que pode levar à osteoporose) e aumento dos níveis de colesterol (fator de risco para problemas cardíacos).

Dessa forma, o tratamento com medicamentos preventivos é indicado apenas para mulheres que têm risco acima da média para o desenvolvimento desse tumor, de modo que os benefícios compensem eventuais efeitos colaterais.

6. Considerar a cirurgia preventiva

Mulheres que apresentam um risco comprovadamente muito elevado para essa neoplasia podem ser elegíveis para a cirurgia preventiva de remoção das mamas, chamada mastectomia profilática.

A retirada de ambas as mamas antes da detecção de uma anormalidade pode diminuir em até 97% o risco de desenvolvimento de um tumor. Além disso, mulheres que tiveram o diagnóstico de câncer em uma das mamas podem optar pela remoção da mama saudável para evitar uma nova manifestação da doença.

Entretanto, não é possível garantir a eliminação completa do risco porque, mesmo que o cirurgião seja extremamente meticuloso, ainda poderão restar algumas células capazes de originar um câncer.

A mastectomia profilática só é recomendada quando a mulher apresenta fatores de risco muito relevantes, como mutação genética nos genes BRCA (que aumentam as chances de câncer de mama), histórico familiar da doença e tumor prévio em uma das mamas.

A opção pela cirurgia preventiva deve ser muito bem pensada, pois nem todas as mulheres que apresentam risco elevado efetivamente desenvolverão a doença – mas todas as que passarem pela mastectomia precisarão lidar com o pós-operatório e os efeitos colaterais do tratamento cirúrgico.

7. Fazer o autoexame das mamas

O autoexame das mamas consiste em observar e apalpar os seios pelo menos uma vez por mês para verificar a presença de alterações que podem sinalizar a instalação de um câncer de mama. Essas alterações incluem diferenças de formato, tamanho e textura da pele, dor, nódulos palpáveis e extravasamento de líquido pelos mamilos.

Fazer o autoexame não é uma medida de prevenção propriamente dita, pois ele não impede o desenvolvimento de um tumor. Contudo, essa técnica permite a detecção de anormalidades, fazendo com que a mulher busque atendimento médico para investigá-las e, se necessário, receber tratamento.

8. Manter a mamografia em dia

Da mesma forma que o autoexame, a mamografia não é efetivamente uma forma de prevenção do câncer de mama. Porém, esse exame permite detectar o surgimento de um tumor em fases iniciais, quando ele ainda não pode ser sentido pela apalpação, aumentando as chances de cura da mulher.

De acordo com o INCA, a recomendação é que esse exame seja feito a cada dois anos por mulheres entre os 50 e os 69 anos. Esses critérios foram definidos de forma a evitar uma exposição excessiva aos raios X, que causam um discreto aumento no risco de câncer.

Contudo, quando há alguma lesão suspeita na mama ou a mulher apresenta outros fatores de risco, o médico poderá solicitar a mamografia em qualquer idade.

Agora que você sabe como prevenir o câncer de mama, procure adotar esses cuidados para a sua vida e compartilhe essas informações com as amigas e mulheres da sua família. Aproveite o Outubro Rosa para criar uma nova rotina com muito mais saúde!

Fonte(s): Drauzio VarellaCâncer.OrgOnco GuiaPfizer e Inca