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10 picadas de inseto que você precisa saber identificar

Saber identificar picadas de inseto permite que você diferencie casos sem maiores complicações de incidentes que necessitam de atendimento médico imediato.

16 de maio de 2018 - Maxifarma

Uma picada pode se resolver sozinha em algumas horas ou precisar de auxílio hospitalar, mas como avaliar se ela representa um problema sério? Para poder diferenciar casos graves daqueles inofensivos, é importante saber como identificar picadas de inseto e outros animais.

Por isso, se uma mancha vermelha e inchada que coça sem parar surgiu em sua pele, aqui estão algumas dicas que podem ajudar você a descobrir qual foi a origem da picada:

1. Mosquito ou pernilongo

Em tempos de febre amarela, dengue, zika e chikungunya, reconhecer picadas de mosquitos, também chamados de pernilongos e muriçocas, é importante para ficar alerta aos primeiros sinais dessas doenças.

A picada do mosquito comum causa um inchaço (bolha) com coloração avermelhada e provoca coceira. Muitas pessoas defendem que a picada do Aedes aegypti é imperceptível porque ele contém um anestésico em sua saliva, mas o inchaço pode surgir da mesma maneira. Por isso, na prática, nem sempre é possível distingui-las.

2. Borrachudo

O borrachudo é um tipo de mosquito menor e mais gordinho, que se parece com uma mosca pequena. Sua picada não é muito dolorosa, mas ela rapidamente causa irritação, dor, coceira, vermelhidão e inchaço. É possível reconhecê-la pelo ponto vermelho que sangra ao ser espremido (embora esse hábito não seja recomendável).

3. Formiga

As características da picada dependem da espécie da formiga, que pode ser mais ou menos tóxica. Em geral, a região atingida apresenta dois furos e forma uma bolha esbranquiçada ou amarelada contendo pus. A pele fica avermelhada ao redor e coça bastante.

4. Pulga

As pulgas costumam picar em grupos de três ou quatro indivíduos, por isso elas tendem a deixar diversas marcas na pele. Geralmente, elas atacam as regiões mais quentes do corpo, como axilas, parte de trás dos joelhos, barriga ou entre as pernas.

As picadas são dolorosas e formam pequenas erupções vermelhas que ficam esbranquiçadas quando são apertadas. As lesões coçam bastante e podem apresentar inchaço.

5. Percevejo

As reações às picadas de percevejo variam conforme a sensibilidade de cada pessoa. Para algumas, elas podem passar despercebidas; para outras, porém, elas causam lesões que doem e coçam muito, acompanhadas por vermelhidão e inchaço. Em geral, a pessoa apresentará várias picadas próximas umas das outras.

6. Abelha e vespa

As picadas de abelhas e vespas (ou marimbondos) são bastante parecidas. A dor surge imediatamente e logo será acompanhada por inchaço, vermelhidão e coceira em uma região de cerca de 1 cm. Em alguns casos, a inflamação pode se estender para uma área de mais de 5 cm de diâmetro em dois ou três dias.

No caso das abelhas, é fácil identificar a picada porque o inseto perde o ferrão, que deverá ser removido da pele. As vespas, por sua vez, não apresentam essa característica. Uma curiosidade: o zangão (macho da abelha) não pica justamente porque não tem ferrão.

Para pessoas que não são alérgicas, a picada não causará maiores problemas. Já para aquelas que apresentam uma hipersensibilidade a esses insetos, a picada pode causar urticária em outras regiões da pele, falta de ar, vômitos, taquicardia, desmaio e perda da consciência. Essa é uma situação de emergência, pois caracteriza o choque anafilático e pode levar à morte. Por isso, a pessoa deverá ser levada ao pronto-socorro imediatamente.

7. Mutuca

As mutucas se parecem com as moscas comuns, mas são maiores e se alimentam de sangue. Sua picada costuma acontecer nas pernas das pessoas, é dolorida e causa vermelhidão, que é seguida por inchaço e coceira. Elas tendem a atacar durante o dia e em períodos de calor intenso.

8. Piolho e chato

Além de parasitar o couro cabeludo, os piolhos também podem aparecer no corpo e nos pelos pubianos (recebendo o nome de “chato”). Eles causam a sensação de cócegas ao se movimentar e sua picada leva a coceiras intensas.

É possível observar uma irritação e vermelhidão no local afetado e, em alguns casos, podem surgir urticárias e lesões de coloração azulada (mácula).

9. Aranha

As aranhas pertencem ao filo dos artrópodes, que também inclui os insetos, mas elas são classificadas como aracnídeos porque apresentam quatro pares de patas, não têm antenas e possuem quelíceras, uma espécie de garra que é utilizada para picar e injetar veneno. Os sintomas da picada variam conforme a espécie:

  • Aranha-marrom: passa despercebida em um primeiro momento, causando dor em até 24 horas. A região apresenta vermelhidão, bolhas e inchaço. Uma crosta escura costuma surgir em cerca de 5 dias, deixando uma ferida depois de cair. É necessário buscar atendimento médico;
  • Aranha-armadeira: a picada causa dor intensa imediatamente, acompanhada por inchaço e vermelhidão. Pode causar taquicardia, aumento da sudorese, vômitos, diarreia, crise hipertensiva e agitação, necessitando de tratamento antissoro;
  • Viúva-negra: a picada é caracterizada por uma dor aguda e pontual nos primeiros momentos que se transforma em ardência depois de 15 minutos e piora durante os próximos dois dias. Podem surgir náuseas, vômitos, dor muscular e febre. A pessoa deve ser levada ao hospital imediatamente.

10. Carrapato

Assim como as aranhas, os carrapatos são aracnídeos, e não insetos. Sua picada causa dor, inchaço, ardência e vermelhidão. Muitas vezes o carrapato fica grudado no local e deve ser retirado com o auxílio de uma pinça, fazendo-se um movimento de torção.

Quando a irritação se espalha e forma um espécie de alvo, com o centro claro e as bordas externas vermelhas, é preciso procurar atendimento médico, pois este é um sinal da doença de Lyme, que é bastante perigosa.

Por isso, mesmo ao identificar picadas de inseto ou aracnídeos aparentemente inofensivas, é preciso ficar de olho em sintomas como uma piora na irritação local, febre, dores musculares e falta de ar. Na dúvida, não deixe de buscar auxílio profissional.

Fonte(s): Blog da Saúde, Minha Vida, Manual MSD, InVivo, Controlar Ambiente e GreenMe