Farmácia Maxifarma

O papel do pai e a importância da figura masculina na criação dos filhos

Postado por Maxifarma

As relações familiares atuais trouxeram mudanças ao papel do pai no desenvolvimento dos filhos, exigindo nova dinâmica entre figura masculina e feminina.

No mês em que se comemora o Dia dos Pais, intensificam-se as discussões sobre a importância da figura masculina na criação dos filhos e sobre a adequação das atribuições paternas às necessidades do mundo atual.

Se antigamente a educação e os cuidados com as crianças eram exclusividade da mãe, o domínio das mulheres também no mercado de trabalho modificou o que se entende hoje como papel do pai, trazendo uma nova dinâmica às relações familiares.

O papel do pai nos primeiros meses do bebê

O vínculo entre a mãe e o bebê desenvolvido durante a gestação continua se fortalecendo nos primeiros meses depois do nascimento, especialmente devido à amamentação – tanto que é frequente os pais se sentirem excluídos dessa nova relação ou optarem por interferir o mínimo possível por insegurança nos cuidados com a criança.

Contudo, a figura masculina é imprescindível nesse período, inclusive para aliviar a sobrecarga física e emocional que as mães costumam enfrentar. 

Dessa forma, o papel do pai já começa durante a gravidez, incluindo o acompanhamento das consultas pré-natais, as conversas para esclarecer dúvidas sobre o parto com o obstetra e a preparação da casa para receber o bebê. Além disso, se for do desejo do casal, o pai pode ir além de assistir ao parto e dar o primeiro banho na criança, por exemplo.

a importância da figura masculina na criação dos filhos

Já em casa, em vez de “ajudar” ou “participar” dos cuidados com o bebê, é fundamental que o pai realmente assuma tarefas, como trocar fraldas, massagear a barriguinha da criança para aliviar as cólicas, ninar na hora de dormir etc. 

Enquanto o vínculo entre a mãe e o bebê é favorecido pela natureza, é preciso criar oportunidades para que isso também ocorra com o pai – e é por meio dessa interação e dos toques, dos sorrisos e do reconhecimento mútuo proporcionado por ela que o pai constrói o relacionamento com o filho.

Por isso, deve-se abrir espaço para que o vínculo se forme, o que depende tanto de o pai demonstrar interesse quanto de a mãe permitir que ele desenvolva sua própria maneira de lidar com a criança.

A importância da figura masculina na formação infantil

De acordo com a psicologia, a gestação e a amamentação fazem com que a mãe seja vista como a maior referência de segurança e conforto para o bebê, enquanto o pai causa uma ruptura nessa relação, representando as leis e as regras.

Essa ruptura, porém, não é algo ruim, mas sim necessário para a formação da criança, pois o contato com a figura masculina ajuda o bebê a compreender seus limites e a descobrir como se inserir na sociedade.

Entretanto, isso não quer dizer que o papel do pai não inclua proteger nem acalentar a criança: na verdade, quanto mais carinho houver nessa relação, mais o bebê entenderá que existem outras pessoas em que ele pode confiar além da mãe. 

Assim, ao perceber que o pai também é capaz de prover conforto, a criança se torna menos dependente da mãe, sentindo-se mais confiante para estabelecer novas relações com os demais membros da família, coleguinhas e professores.

Quando a figura masculina está ausente

Entre os diversos desafios trazidos pelas novas relações familiares, está o fato de que mãe e pai nem sempre criam os filhos na mesma casa – seja em função de um divórcio ou porque nunca houve um relacionamento entre o homem e a mulher.

Em ambos os casos, a participação do pai na assistência financeira e afetiva está assegurada por lei. Contudo, para que o papel do pai realmente seja exercido, é preciso ir além dos passeios quinzenais e garantir a presença paterna na criação como um todo, o que inclui assumir cuidados com a educação, a saúde e a formação dos valores dos filhos.

o papel do pai na criação dos filhos

Além disso, há situações em que o pai está realmente ausente, incluindo famílias cujo pai faleceu, homens que nunca reconheceram seus filhos e casais formados por mulheres, entre outros casos em que não há convívio da criança com seu progenitor.

Em tais arranjos familiares, é comum que as crianças encontrem outra figura masculina como modelo, como um tio, avô, padrinho, padrasto etc. Essa é uma relação saudável para o desenvolvimento emocional dos pequenos, mas é preciso que eles entendam qual é o vínculo dessa pessoa com a família.

Além disso, é importante esclarecer que as características ditas masculinas ou femininas são associadas a homens e mulheres por uma questão histórico-cultural, mas elas podem existir em todas as pessoas da mesma forma. Ou seja, o pai também pode oferecer carinho e conforto à criança, assim como a mãe pode transmitir valores como força e poder de realização.

Por isso, mesmo na ausência da figura masculina (ou feminina), é possível encontrar o equilíbrio entre acolher e estabelecer limites, indispensável na formação infantil – embora esta seja uma missão ainda mais desafiadora.

***

Como sabemos, o papel do pai na criação dos filhos é de suma importância, cuide da sua família inteira com os produtos da Maxifarma!

Fonte(s): A Revista da MulherRevista CrescerPais e FilhosM de Mulher