Farmácia Maxifarma

Quais as alergias mais comuns?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um terço da população brasileira sofre com algum tipo de alergia; conheça as mais incidentes.

26 de abril de 2019 - Maxifarma

Dados publicados pela Organização Mundial de Saúde (MS) estimam que 35% da população brasileira seja vítima de algum tipo de alergia. As reações no organismo são provocadas por uma série de fatores, incluindo ácaros, poeira, alimentos e até mesmo cosméticos.

A forma como essas alergias se manifestam no corpo variam: ataques de espirro, no caso das alergias respiratórias, coceiras, no caso das alergias dermatológicas, e dores no estômago e de barriga, no caso das alergias alimentares, são algumas das possibilidades.

Nesse artigo, falaremos sobre as causas mais comuns que levam os brasileiros a serem vítimas desses males. Embora muitas delas não tenham cura, é possível viver longe de certas alergias apenas dando atenção a alguns cuidados especiais.

Alergias respiratórias

Uma das formas de alergia mais conhecidas da população é aquela que resulta em problemas respiratórios. Em situações como essas, elementos alérgenos presentes no ambiente entram em contato com a mucosa nasal, provocando irritação. A reação mais comum são os espirros contínuos (espirros em salva).

Por elementos alérgenos podemos identificar vários causadores: ácaros, poeira doméstica, mofo, pelos de animais e odores fortes, como fumaça de cigarro, perfumes e produtos de limpeza. Crianças e idosos, mais sensíveis, costumam ser as principais vítimas.

Na lista de alergias respiratórias comuns podemos incluir a rinite alérgica, que resulta em crises de espirros, corrimento nasal, coceira e trancamento da garganta e dos ouvidos, e a asma alérgica, caracterizada por chiado no peito, falta de ar e tosse seca. Ambas não têm cura, mas podem ser atenuadas se tratadas e prevenidas.

Alergias dermatológicas

As alergias dermatológicas têm como consequência irritações na pele. Da mesma maneira, elas também são provocadas pelo contato com elementos alérgenos externos em sua maioria, mas podem ocorrer também em função da ingestão de certas substâncias presentes em medicamentos e alimentos.

A mais comum de todas é a urticária alérgica. São aqueles pontos avermelhados e inchados que surgem na pele provocam muita coceira. Quando a mesma alergia atinge as pálpebras, os lábios a língua ou a garganta ela é chamada de angiodema. Nesse caso, o risco é maior, pois pode dificultar a resultar em outros problemas de saúde.

Por fim, há ainda as dermatites de contato, que resultam em erupções vermelhas com coceira e pequenas bolhas. A irritação ocorre cerca de 24 a 48 horas após o contato com certas substâncias ou objetos, como perfumes, cremes, tecidos sintéticos ou bijuterias niqueladas.

Alergias alimentares

Já as alergias alimentares são aquelas que ocorrem a partir da ingestão de certos tipos de substâncias. Quando em processo de digestão, elas podem causar diarreia, dores abdominais e vômito, além de tosse e de alterações na pele. Basicamente, são reações do organismo na tentativa de eliminar essas substâncias.

Em teoria, qualquer alimento pode desencadear uma reação alérgica, mas alguns são mais frequentes nesse sentido: leite de vaca, ovo, soja, trigo, peixes, crustáceos, nozes e amendoim são os exemplos mais comuns. Além deles, aditivos alimentares como tartrazina (corante amarelo), glutamato monossódico e sulfitos também podem causar irritações.  

Alergias a picadas de inseto

Aqueles que já tiveram a oportunidade de passar o entardecer ao ar livre próximo a rios e vegetação densa, certamente já foram picados por insetos e, literalmente, sentiram na pele as alergias que eles são capazes de provocar. Os casos mais simples podem resultar em coceiras, vermelhidão e inchaço.

Na lista dos mais irritantes os pernilongos, uma praga presente também nas grandes cidades, são os mais frequentes. Além deles, borrachudos, pulgas e formigas também podem provocar as mesmas reações. Se há previsão de ficar exposto a qualquer uma dessas pragas, não se esqueça de passar um repelente, que você encontra à venda nas farmácias.

Alergias a medicamentos

Por último, mas não menos importante, temos também as alergias causadas por medicamentos. Em geral, os laboratórios preveem essa possibilidade, de modo que a informação consta na bula do remédio. Para a Associação Brasileira de Imunologia e Alergia, pelo menos uma a cada dez pessoas já apresentou alguma vez na vida alguma reação alérgica como essa.

Assim, cuidado redobrado com analgésicos e anti-inflamatórios, antibióticos e quimioterápicos. Ao perceber qualquer reação, informe imediatamente ao seu médico. Dependendo da dose ingerida, as complicações podem ser bastante graves. E, principalmente, evite consumir medicamentos sem a devida orientação de um profissional de saúde.

Fonte(s): Associação Médica Brasileira, Associação Brasileira de Imunologia e Alergia, Sociedade Brasileira de Pneumologia, Sociedade Brasileira de Dermatologia, Sociedade Brasileira de Pediatria, Universidade Federal de Minas Gerais, Lusíadas, Imunocenter e GQ